terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Resposta ao "o melhor empregado de mesa do mundo"

Olá amiguinho! :)

Estou entre um estudo de flash para o teste de amanhã, que não tem vitória em linha de vista, e um tacho de esparguete da knorr que ouço borbulhar furiosamente bem lá ao fundo, na cozinha. Como tal, não estava para responder mas como estou a ouvir pela primeira vez em vinte e quatro anos um disco da Björk (o debut, já agora) e a ficar estranhamente calmo e relaxado (e mais não digo) com aquela voz de mulher dos sonhos de muita gente que não eu, o que até é curioso pois decidi-me a ouvir este vibrante exemplar do sexo feminino porque ela me apareceu nos sonhos esta noite. Pois foi. Com estas vibrações todas, lá arranjei um tempo para te responder, ò Al, e sabes o que te digo? Vou imprimir o teu texto, juntar-lhe o teu nome e morada e entregar ao Sérgio da pastelaria. E ele nem é assim tão bom empregado quanto isso. Já o vi a atirar majestosamente macacos do nariz para dentro das chávenas de café.

E agora, se me dás licença, vou voltar ao esparguete que cheira por mim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

o melhor empregado de mesa do mundo


sergio é reservado e calmo. nunca foi muito falador e sempre soube não se meter na vida dos outros. como consequência disto nunca foi uma daquelas pessoas que tem mil e um amigos mas os que tem são de confiança e amigos verdadeiros assim como ele é verdadeiro e um verdadeiro amigo do seu amigo.

pela distancia que naturalmente mantém com as outras pessoas tornou-se um bom observador e se não se tem tanto contacto com o resto das pessoas observa-se o resto das pessoas, não duma maneira de estudioso da natureza humana mas mais duma maneira de contemplativa sem tirar grandes ilações. sempre o fez sorrir ver pessoas alegres como aquele casal de namorados completamente enamorado um do outro. esta alegria privada pela alegria genuína dos outros incutiu nele um respeito profundo pela humanidade em geral, se ele fosse religioso diria que se trata da santidade da vida humana mas ele não é dado a essas coisas ficando-se pelos seus sentimentos e deixando as palavras para os outros.

nascido de raízes humildes sempre teve que trabalhar e sempre encarou o trabalho como um dom mais do que um peso a carregar. como o palhaço que sempre tem que sorrir o sergio tem sempre um sorriso para quem lhe sorri sem interesse, é algo a que não consegue resistir e que às vezes o faz chatear-se consigo próprio pois não está com humor para essas coisas mas qual doença contagiosas um bom sorriso sempre parece conseguir infectalo.

da sua diligencia natural, do seu respeito por todo e qualquer ser humano e da humildade com que encara qualquer trabalho honesto como honrado nasce o servidor perfeito. aquele que ficando na sombra contribui para a melhoria de algo maior. o verdadeiro samurai(que não quer dizer mais do que aquele que serve).

ver o sergio trabalhar dá mais gosto à comida e dá gosto ir à padaria onde trabalha. como se estar na sua presença nos recarregasse baterias que tem sempre mais um pouco de carga para dar.

quem vê o sergio a trabalhar pela primeira vez não consegue deixar de reparar na sua rapidez e ligeireza. e sim o homem é alto e magrinho mas isso nada tem a ver com a sua peculiaridade de movimentos. quando se é calmo e observador repara-se, ainda que muitas vezes inconscientemente, em como as pessoas se movimentam e aprende-se a antecipar determinados movimentos. para além disso quando alguém entra numa padaria para comer fá-lo normalmente com uma índole calma e sem pressas típica de quem faz uma pausa no que quer que estava a fazer antes ou fará depois. o sergio está no pico da sua mobilidade empenhado no seu trabalho de servir pessoas que nunca deixam de chegar. esta diferença relativa serve para exacerbar ainda mais essa diferença relativa de movimentos deixando tudo o resto em câmara lenta ou o sergio em câmara rápida dependendo do ponto de vista. assim sendo e com a clarividencia que que os seus olhos observadores lhe proporcionam ele aparece e desaparece de um lado para o outro sem que muita gente perceba como ele lá chegou e de repente temos ma meia de leite e uma torrado e o troco já esta em cima da mesa sem nos lembrar-mos que tínhamos deixado o dinheiro para pagar em cima da mesa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

resposta a Saramago, je t'aime!


e pronto é assim vem para aqui estes gunas arruaçar e dá nisto. vai mas é ler o evangellho que de certeza é bem melhor que a biblia que nunca li. já agora deves ter uma paixãozinha homosexual por deus para o teres sempre na boca.

mas vamos ao que interessa, o saramago está senil. e por isto quero dizer que na sua velhice deixou-se ir, qual incontinente orgulhoso da sua condição e fez um caim. não à sua esposa o que seria admiravel apesar dos avanços da ciencia farmaceutica no que diz respeito ao levantamento de coisas adormecidas pelo passar do tempo, mas pela mão com que imagino se limpa depois de ir à casa de banho. se calhar devia ter aprendido a escrever com a outra mão, talvez o resultado tivesse sido melhor.

o caim nem sequer é uma boa desculpa para arruaçar. é apenas o seu pior livro e ao nivel daquelas piadas de bebedos a gozar com a igreja. e não sendo uma boa desculpa não deixa de ser uma desculpa que como todas as desculpas não servem para nada para além de trazer alguma satisfação a quem a profere. vive assim ali para os lados da masturbação e o que é estranho ou talvez não ja que se diz que na velhice nos tornamos crianças outra vez é que o gaijo tenha descoberto os prazeres de tão refinada arte, a bem da nação até como dizem os sabios, em tão avançada idade. talvez a mulher já não seja dada a essas brincadeiras por muito que a ciencia avance no que diz respeito a levantar coisas moribundas do chão e assim quem se fode somos nós os leitores.

e assim deixo aqui um apelo publico, apesar de ninguem ler isto, a tão ilustre senhora, ao menos faz-lhe um brochezito ou no minimo bate-lhe uma ou duas que sempre é melhor que aturar um velhote a bater punhetas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Saramago, je t'aime!

Ai Saramago, ai! As mulheres ficam doidas quando se fala no teu nome, o dia fica mais amarelo quando se olha para as capas dos teus livros e nunca a tentação da forca foi tão forte como quando lemos os teus textos! Três hurras ao rei que é mago! Hurra! Hurra! Hurra! Três hurras àquele que é tão infinitamente grande que me faz abandonar a garrafa de bom tinto que fala por mim para ir a correr pegar num teu livro, deitar-me no chão e ficar pasmado a olhar para os magníficos caracteres com que nos brindas, a nós mortais! Mas não o faço! Resisto à tentação e fico aqui a escrever, peço perdão, não sou digno de me classificar enquanto utilizador da escrita, mas fica sabendo oh Saramago, rei dos reis, que fico aqui a adorar-te com emoção no coração e tinto na mão! Mas sabes, oh Enorme, os teus livros são de uma grandeza tal que oh!, nem me atrevo a lê-los com medo de ficar a conhecer a magnífica história e assim perder o encanto dos desígnios da tua imaginação de papel!

Saramago, tu és grande! Faz-me um filho! Ai que me peidei e fez bolhas no aquário, ai!

Resposta ao "condição humana" segundo o evangelho de S. Marcos

O que nos distingue dos animais?

O sexo, pá. Enquanto os animais cumprem a regra do cio, nós podemos ter sexo quando nos apetece, antes do almoço, depois do jantar, a ir para a cama, quando se está na cama, depois de se sair da cama, enquanto lemos um livro, enfim temos sexo quando temos vontade. [PAUSA]




Na verdade, minto.

Temos sexo quando nos deixam. Falo obviamente do outro sexo. Ou o mesmo sexo até (é para não dizerem que sou homofóbico (gays, adoro-vos (eu até tenho um amigo que é gay! (mas nunca tive nada com ele (por mim até podem ter sexo com animais se quiserem seus malucos e malucas!). Bom, mas não é só esta liberdade sexual que nos distingue dos animais. É DEUS! Nós temos DEUS! e os animais não. Quando morrermos, e se nos portarmos bem, vamos para o céu ter com DEUS!. DEUS!! Os animais não. Quando morrem vão para debaixo da terra apodrecer para que os bichinhos tenham um banquete. Eles não têm DEUS! ah. ah. ah. Toma, toma. Mas também não têm problemas em ter sexo na rua com gente a ver, enrolarem-se com vários parceiros, orgias até!, e isso são tudo cenas muito fixes. E também não vivem em medo constante de se esquecerem de cumprir as regras do grande livro. Que grande livro é este de que falo? É o livro de DEUS!, pois claro. DEUS! É o Código da Estrada versão DEUS!. Este livro de DEUS! é um manual dos maus costumes, diz o prémio nobél (atenção, lê-se nobél), mas que sabe ele? Tem a mania que sabe escrever. Então ele sabe escrever e vai cascar no único alvo mais fácil que os Pink Floyd? Que fraude. Aposto que nunca viu um filme porno na vida. Ou mesmo uma mulher nua. Será que conhece a palavra pintelho? Não deve. Por isso é que gosta de escrever e imaginar histórias (ainda por cima, riso contido, atira palavras feias à igreja. Vai mas é fazer graffitis de pilas e mensagens obscuras nas capelas, ó satânico sem tomates! O meu pintelho, sim leste bem, o meu pintelho encravado é mais rebelde que tu!). Bom, mas faz mal em ser assim. E isso leva-me a adorá-lo e a fazer um post de como adoro o Saramago!

Não sem antes de vos brindar com a palavra de DEUS! (vai mudar as vossas vidas, até porque o gajo tem um penteado invejável)

domingo, 6 de dezembro de 2009

condição humana

o que nos distingue dos animais??

sinceramente andei a pensar um bocado sobre o assunto e não cheguei a conclusão nenhuma além desta aparentemente necessidade de nos acharmos superiores.
a ultima teoria era sobre a imaginação. sobre o pensamento abstrato mas como não consigo ir passar umas ferias para a cabeça de nenhum animal para ver o que lá se passa estava com alguma relutância em seguir esse caminho. até que hoje tive uma ligeira epifania assim como quem manda um peidinho sem ninguém notar. os animais, alguns pelo menos, sonham. se sonham imaginam coisas que não existem, coisas abstratas . talvez um gato não se vá por a deduzir a formula da interferência entre ondas porque tem mais que fazer, tipo afiar as unhas, mas sonha, provavelmente com um suprimento infindável de ratos ou com uma praia qq no hawai, nunca saberei, mas que tem pensamentos abstratos tem.

e aí é que está, os animais não são menos que nós. nós é que pelas nossas inseguranças, tipo não ter garras nem pelo suficiente para nos aguentar-mos no inverno tivemos que querer ser mais do que um animal e começamos a querer algo que nos ajudasse nessas coisas ao inicio tão simples como aquecer os pés. a partir daí ele é telemoveis e consolas e viagens ao espaço e teorias da relatividade. e em que é que isto nos faz melhores enquanto especie?? em nada.

ponham um homem dentro duma jaula com um tigre, ambos com fome a ver quem é que sai de lá de dentro inteiro.

a conclusão é que o Homem não é superior a animal nenhum mas inferior em quase todos os aspectos e dessa fraqueza nasce a força do querer superar as próprias limitações. nasce a teimosia de não aceitar o que se é. um trágico melodrama que não há pachorra para analisar em pinceladas tão abrangentes que tiram todo o sentido ao que quer que seja. analises da treta pa mentes cheias de treta :P

p.s. video lamechas cumó caralho mas pronto

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

resposta ao "Pink Floyd - bons, maus, ou azeite estragado?"


ai os pink floyd, ai os pink floyd...

no fundo nunca fiz parte de tal mundo e por isso é que acho que consegui sobreviver-lhe.
acho que quem viveu os pink floyd na sua devida altura nunca mais foi o mesmo. faz-me lembrar o que o hunter s. thompson diz no fear&loathing in las vegas em relação à vaga de acido de san francisco. a promessa não assumida que o que se esta a fazer vai mudar o mundo de alguma maneira, o amanha melhor que o hoje, mas que no fundo nunca chega. e depois a onda, que cada um vé de cores e tamanhos diferentes, retrocede para voltar cada vez mais pequena.
e essa desilusão, qual amor perdido, nunca sara por completo. dai que ainda hoje, e no outro dia tive num sitio destes, de vez em quando se entre neste ou naquele sitio onde se respira nostalgia e se ouve pink floyd.

mas vamos lá ao que interessa, é pink floyd azeiteiro??
primeiro temos que o que é pink floyd e tambem o que ser azeiteiro. com a definição de azeiteiro não discordo mas com a ideia do que é os pink floyd ja não posso dizer que concorde.
o problema é que os pink floyd transformaram-se numa instituição musical por força das suas mil e uma fases artisticas, formação da banda e lideres que se assumiram mais ou menos como tal.
uma banda """normal""" vive normalmente da visão pessoal de alguma pessoa que dirige o som para alguma direcção mais ou menos clara. a meu ver o problema dos pink floyd esteve de certa maneira na sua capacidade de sobrevivencia e principalmente nos seus momentos finais que não tiveram a dignidade que todo o legado e gente que influenciaram merecia. no final o que restou duma banda experimentalista e inovadora, que passou por varias fases de som e imagem, foi uma maquina de espetaculos que mais parecia uma banda de covers que se aproveita dos originais que há muito foram gravados por outras pessoas.
para terminar tenho que dizer que apesar de concordar com o comunmente aceite como azeiteiro acho que tão nobre produto merecia uma melhor conutação.
pão e vinho sobre a mesa, tb aqui falta o azeite ...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pink Floyd - bons, maus, ou azeite estragado?

Claro que todos sabem a resposta a esta pergunta: azeite estragado. Pois bem. Então o que se passa aqui? De todas as bandas do mundo que pedem para ser cascadas, e vou falar dos Pink Floyd. Tão previsível. A verdade é que a história diz-nos que a utilização da palavra azeite enquanto adjectivo não fazia sentido antes dos Pink Floyd. Mas afinal o que é isto de algo azeiteiro? Azeiteiro é aquilo que não é simplesmente mau, é algo que nos surpreende e, sem medo, vai mais além na longa e peganhosa escala da podridão. Quando chegamos ao ponto máximo, neste caso, o ponto mais baixo a que se pode descer, atingimos o azeite. É uma espécie de satori invertido. Em vez da iluminação e total compreensão sobre todas as coisas, temos um bocado de merda. E é isso que os Pink Floyd são. Um bocado de merda que depois de se tocar, dá uma trabalheira dos diabos para sair das mãos. Mas para não ser acusado de falar à toa, vou meter my money where my mouth is, e como tal deixo aqui um argumento, escolhido ao acaso no mar de argumentos, para que se possa reflectir um bocadinho.

Ei-lo:

(aconselho a não ouvir, pelas razões acima mencionadas)

Um dia falarei de como o Piper At The Gates of Dawn passou a ser um dos meus discos favoritos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Resposta ao "Surfing Drums":

ora viva, caro caríssimo. lamento, mas estás errado. o diabo não existe. mas existe deus. e o senhor é grande e gosta de nós e enviou o filho à terra para morrer por nós e deu-nos o gram parsons. e quem é o gram parsons, inquires tu. o gram é um rockeiro. ponto. e está ao serviço de deus. exclamação. sabes como é que ele conseguiu ficar ao serviço de deus? metia heroina. dizia que era gulosa e uma noite decidiu comer o jarro todo. agora está lá em cima. a tocar para deus. mas deixou alta pérola quando andava a tocar com os flying burrito brothers. é a christina's tune. opá, ouves a música e de repente sentes o cheiro das vacas naquela quinta do texas numa tarde poeirenta e as vacas até estão a curtir o som mas depois o gajo da guitarra que tá a cortar linhas de guitarra com o slide como quem corta manteiga lembra-se de ligar o pedal de fuzz e manda ali naquele momento uma chicoteada eléctrica bem assente no rabo das vacas que as faz afastar lentamente com o susto. e isso [PAUSA] é muito, muito bom.

até vou ser porreiro e meter o link da música como argumento.

Surfing Drums

o rock n roll é a musica do diabo.
a batida hipnotiza enquanto a serpente que é a guitarra serpenteia à nossa frente qual miragem inatingivel.