quinta-feira, 26 de novembro de 2009

resposta ao "Pink Floyd - bons, maus, ou azeite estragado?"


ai os pink floyd, ai os pink floyd...

no fundo nunca fiz parte de tal mundo e por isso é que acho que consegui sobreviver-lhe.
acho que quem viveu os pink floyd na sua devida altura nunca mais foi o mesmo. faz-me lembrar o que o hunter s. thompson diz no fear&loathing in las vegas em relação à vaga de acido de san francisco. a promessa não assumida que o que se esta a fazer vai mudar o mundo de alguma maneira, o amanha melhor que o hoje, mas que no fundo nunca chega. e depois a onda, que cada um vé de cores e tamanhos diferentes, retrocede para voltar cada vez mais pequena.
e essa desilusão, qual amor perdido, nunca sara por completo. dai que ainda hoje, e no outro dia tive num sitio destes, de vez em quando se entre neste ou naquele sitio onde se respira nostalgia e se ouve pink floyd.

mas vamos lá ao que interessa, é pink floyd azeiteiro??
primeiro temos que o que é pink floyd e tambem o que ser azeiteiro. com a definição de azeiteiro não discordo mas com a ideia do que é os pink floyd ja não posso dizer que concorde.
o problema é que os pink floyd transformaram-se numa instituição musical por força das suas mil e uma fases artisticas, formação da banda e lideres que se assumiram mais ou menos como tal.
uma banda """normal""" vive normalmente da visão pessoal de alguma pessoa que dirige o som para alguma direcção mais ou menos clara. a meu ver o problema dos pink floyd esteve de certa maneira na sua capacidade de sobrevivencia e principalmente nos seus momentos finais que não tiveram a dignidade que todo o legado e gente que influenciaram merecia. no final o que restou duma banda experimentalista e inovadora, que passou por varias fases de som e imagem, foi uma maquina de espetaculos que mais parecia uma banda de covers que se aproveita dos originais que há muito foram gravados por outras pessoas.
para terminar tenho que dizer que apesar de concordar com o comunmente aceite como azeiteiro acho que tão nobre produto merecia uma melhor conutação.
pão e vinho sobre a mesa, tb aqui falta o azeite ...


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pink Floyd - bons, maus, ou azeite estragado?

Claro que todos sabem a resposta a esta pergunta: azeite estragado. Pois bem. Então o que se passa aqui? De todas as bandas do mundo que pedem para ser cascadas, e vou falar dos Pink Floyd. Tão previsível. A verdade é que a história diz-nos que a utilização da palavra azeite enquanto adjectivo não fazia sentido antes dos Pink Floyd. Mas afinal o que é isto de algo azeiteiro? Azeiteiro é aquilo que não é simplesmente mau, é algo que nos surpreende e, sem medo, vai mais além na longa e peganhosa escala da podridão. Quando chegamos ao ponto máximo, neste caso, o ponto mais baixo a que se pode descer, atingimos o azeite. É uma espécie de satori invertido. Em vez da iluminação e total compreensão sobre todas as coisas, temos um bocado de merda. E é isso que os Pink Floyd são. Um bocado de merda que depois de se tocar, dá uma trabalheira dos diabos para sair das mãos. Mas para não ser acusado de falar à toa, vou meter my money where my mouth is, e como tal deixo aqui um argumento, escolhido ao acaso no mar de argumentos, para que se possa reflectir um bocadinho.

Ei-lo:

(aconselho a não ouvir, pelas razões acima mencionadas)

Um dia falarei de como o Piper At The Gates of Dawn passou a ser um dos meus discos favoritos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Resposta ao "Surfing Drums":

ora viva, caro caríssimo. lamento, mas estás errado. o diabo não existe. mas existe deus. e o senhor é grande e gosta de nós e enviou o filho à terra para morrer por nós e deu-nos o gram parsons. e quem é o gram parsons, inquires tu. o gram é um rockeiro. ponto. e está ao serviço de deus. exclamação. sabes como é que ele conseguiu ficar ao serviço de deus? metia heroina. dizia que era gulosa e uma noite decidiu comer o jarro todo. agora está lá em cima. a tocar para deus. mas deixou alta pérola quando andava a tocar com os flying burrito brothers. é a christina's tune. opá, ouves a música e de repente sentes o cheiro das vacas naquela quinta do texas numa tarde poeirenta e as vacas até estão a curtir o som mas depois o gajo da guitarra que tá a cortar linhas de guitarra com o slide como quem corta manteiga lembra-se de ligar o pedal de fuzz e manda ali naquele momento uma chicoteada eléctrica bem assente no rabo das vacas que as faz afastar lentamente com o susto. e isso [PAUSA] é muito, muito bom.

até vou ser porreiro e meter o link da música como argumento.

Surfing Drums

o rock n roll é a musica do diabo.
a batida hipnotiza enquanto a serpente que é a guitarra serpenteia à nossa frente qual miragem inatingivel.