quinta-feira, 29 de abril de 2010

o mestre omni presente

em todas as culturas existe a ideia da iluminação. não estou a falar de candeeiros mas sim de sabedoria(ou qq coisa assim do genero). em quase todas as culturas a iluminação tem um percurso de aprendizagem de alguma coisa mais ou menos religiosa seguida de uma epifania que eleva essa pessoa a um novo patamar do que quer que seja que ela faz e é.tal acontecimento pode ser sob a tutela de um mestre igualmente dotado ou pode ser mesmo um acto unico e inigualavel. esta singela distinção separa a religião da arte. ou pelo menos é uma area cinzenta larga o suficiente. a parte da religião sendo uma questão de fé não deixa muito a discutir por não ter nada que aprender sendo apenas acreditada ou não. não acredito que alguem consiga fazer algo que outra pessoa não consiga. é claro que nunca conseguirei correr os 100 metros mais rapido que o ussein bolt mas acredito que em algum tipo de corrida sou capaz de o vencer assim como qq outra pessoa. é claro que seria um bocado estupido desafiar o gaijo para uma corrida mas podia-se sempre aprender alguma coisa, ganhando mesmo sem ganhar. e aqui começa o meu ponto de vista.

lembro-me de ver um filme , só me lembro do do woody allen com o sean pen sobre o segundo melhor guitarrista do mundo segundo apenas para zango djeinheart(de certeza que não é assim que se escreve) mas tenho quase a certeza que a cena não é daqui. a cena é com um homem do blues que não queria gravar a sua musica porque depois toda a gente podia aprender a tocar como ele e ele ficaria sem emprego. isto é sabedoria. o tocar guitarra e o resto tambem. a questão é que esse tipo de conhecimento é tipo o livro de movimetos secretos dum mestre de alguma coisa. imaginem que encontravam o diario, livro de jogadas, ficheiros detalhados e ultimas actualizações sobre todas as equipas de futebol do mundo que interessam do mourinho.
usar o que se conseguisse copiar para conseguir alguma coisa seria provavelmente bastante facil nem que fosse por vender essa informação. ainda que não tenhamos os livros secretos do mourinho, mas havemos de ter algum dia, temos os quadros do picasso e livros inteiros dedicados a explicar cada detalhe da sua tecnica. cada livro destes é um possivel mestre, um possivel caminho. basta pesquisar no google.
o meu irmão começou a jogar tenis e foi ao google e agora joga melhor e cada vez melhor. é só escolher o caminho. de certa maneira parece que a ordem das coisas se inverteu. antigamente percorriasse o caminho para obter a informação enquanto agora se obtem a informação primeiro.
ocorreu-me uma pergunta estupida, será que todas as vezes que a palavra google ja apareceu escrita em algum lado já é maior que o numero de vezes que cada palavra do livro mais impresso de sempre alguma vez foi escrito. a prece instantanea. o mestre omni presente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Resposta ao "o melhor empregado de mesa do mundo"

Olá amiguinho! :)

Estou entre um estudo de flash para o teste de amanhã, que não tem vitória em linha de vista, e um tacho de esparguete da knorr que ouço borbulhar furiosamente bem lá ao fundo, na cozinha. Como tal, não estava para responder mas como estou a ouvir pela primeira vez em vinte e quatro anos um disco da Björk (o debut, já agora) e a ficar estranhamente calmo e relaxado (e mais não digo) com aquela voz de mulher dos sonhos de muita gente que não eu, o que até é curioso pois decidi-me a ouvir este vibrante exemplar do sexo feminino porque ela me apareceu nos sonhos esta noite. Pois foi. Com estas vibrações todas, lá arranjei um tempo para te responder, ò Al, e sabes o que te digo? Vou imprimir o teu texto, juntar-lhe o teu nome e morada e entregar ao Sérgio da pastelaria. E ele nem é assim tão bom empregado quanto isso. Já o vi a atirar majestosamente macacos do nariz para dentro das chávenas de café.

E agora, se me dás licença, vou voltar ao esparguete que cheira por mim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

o melhor empregado de mesa do mundo


sergio é reservado e calmo. nunca foi muito falador e sempre soube não se meter na vida dos outros. como consequência disto nunca foi uma daquelas pessoas que tem mil e um amigos mas os que tem são de confiança e amigos verdadeiros assim como ele é verdadeiro e um verdadeiro amigo do seu amigo.

pela distancia que naturalmente mantém com as outras pessoas tornou-se um bom observador e se não se tem tanto contacto com o resto das pessoas observa-se o resto das pessoas, não duma maneira de estudioso da natureza humana mas mais duma maneira de contemplativa sem tirar grandes ilações. sempre o fez sorrir ver pessoas alegres como aquele casal de namorados completamente enamorado um do outro. esta alegria privada pela alegria genuína dos outros incutiu nele um respeito profundo pela humanidade em geral, se ele fosse religioso diria que se trata da santidade da vida humana mas ele não é dado a essas coisas ficando-se pelos seus sentimentos e deixando as palavras para os outros.

nascido de raízes humildes sempre teve que trabalhar e sempre encarou o trabalho como um dom mais do que um peso a carregar. como o palhaço que sempre tem que sorrir o sergio tem sempre um sorriso para quem lhe sorri sem interesse, é algo a que não consegue resistir e que às vezes o faz chatear-se consigo próprio pois não está com humor para essas coisas mas qual doença contagiosas um bom sorriso sempre parece conseguir infectalo.

da sua diligencia natural, do seu respeito por todo e qualquer ser humano e da humildade com que encara qualquer trabalho honesto como honrado nasce o servidor perfeito. aquele que ficando na sombra contribui para a melhoria de algo maior. o verdadeiro samurai(que não quer dizer mais do que aquele que serve).

ver o sergio trabalhar dá mais gosto à comida e dá gosto ir à padaria onde trabalha. como se estar na sua presença nos recarregasse baterias que tem sempre mais um pouco de carga para dar.

quem vê o sergio a trabalhar pela primeira vez não consegue deixar de reparar na sua rapidez e ligeireza. e sim o homem é alto e magrinho mas isso nada tem a ver com a sua peculiaridade de movimentos. quando se é calmo e observador repara-se, ainda que muitas vezes inconscientemente, em como as pessoas se movimentam e aprende-se a antecipar determinados movimentos. para além disso quando alguém entra numa padaria para comer fá-lo normalmente com uma índole calma e sem pressas típica de quem faz uma pausa no que quer que estava a fazer antes ou fará depois. o sergio está no pico da sua mobilidade empenhado no seu trabalho de servir pessoas que nunca deixam de chegar. esta diferença relativa serve para exacerbar ainda mais essa diferença relativa de movimentos deixando tudo o resto em câmara lenta ou o sergio em câmara rápida dependendo do ponto de vista. assim sendo e com a clarividencia que que os seus olhos observadores lhe proporcionam ele aparece e desaparece de um lado para o outro sem que muita gente perceba como ele lá chegou e de repente temos ma meia de leite e uma torrado e o troco já esta em cima da mesa sem nos lembrar-mos que tínhamos deixado o dinheiro para pagar em cima da mesa.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

resposta a Saramago, je t'aime!


e pronto é assim vem para aqui estes gunas arruaçar e dá nisto. vai mas é ler o evangellho que de certeza é bem melhor que a biblia que nunca li. já agora deves ter uma paixãozinha homosexual por deus para o teres sempre na boca.

mas vamos ao que interessa, o saramago está senil. e por isto quero dizer que na sua velhice deixou-se ir, qual incontinente orgulhoso da sua condição e fez um caim. não à sua esposa o que seria admiravel apesar dos avanços da ciencia farmaceutica no que diz respeito ao levantamento de coisas adormecidas pelo passar do tempo, mas pela mão com que imagino se limpa depois de ir à casa de banho. se calhar devia ter aprendido a escrever com a outra mão, talvez o resultado tivesse sido melhor.

o caim nem sequer é uma boa desculpa para arruaçar. é apenas o seu pior livro e ao nivel daquelas piadas de bebedos a gozar com a igreja. e não sendo uma boa desculpa não deixa de ser uma desculpa que como todas as desculpas não servem para nada para além de trazer alguma satisfação a quem a profere. vive assim ali para os lados da masturbação e o que é estranho ou talvez não ja que se diz que na velhice nos tornamos crianças outra vez é que o gaijo tenha descoberto os prazeres de tão refinada arte, a bem da nação até como dizem os sabios, em tão avançada idade. talvez a mulher já não seja dada a essas brincadeiras por muito que a ciencia avance no que diz respeito a levantar coisas moribundas do chão e assim quem se fode somos nós os leitores.

e assim deixo aqui um apelo publico, apesar de ninguem ler isto, a tão ilustre senhora, ao menos faz-lhe um brochezito ou no minimo bate-lhe uma ou duas que sempre é melhor que aturar um velhote a bater punhetas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Saramago, je t'aime!

Ai Saramago, ai! As mulheres ficam doidas quando se fala no teu nome, o dia fica mais amarelo quando se olha para as capas dos teus livros e nunca a tentação da forca foi tão forte como quando lemos os teus textos! Três hurras ao rei que é mago! Hurra! Hurra! Hurra! Três hurras àquele que é tão infinitamente grande que me faz abandonar a garrafa de bom tinto que fala por mim para ir a correr pegar num teu livro, deitar-me no chão e ficar pasmado a olhar para os magníficos caracteres com que nos brindas, a nós mortais! Mas não o faço! Resisto à tentação e fico aqui a escrever, peço perdão, não sou digno de me classificar enquanto utilizador da escrita, mas fica sabendo oh Saramago, rei dos reis, que fico aqui a adorar-te com emoção no coração e tinto na mão! Mas sabes, oh Enorme, os teus livros são de uma grandeza tal que oh!, nem me atrevo a lê-los com medo de ficar a conhecer a magnífica história e assim perder o encanto dos desígnios da tua imaginação de papel!

Saramago, tu és grande! Faz-me um filho! Ai que me peidei e fez bolhas no aquário, ai!

Resposta ao "condição humana" segundo o evangelho de S. Marcos

O que nos distingue dos animais?

O sexo, pá. Enquanto os animais cumprem a regra do cio, nós podemos ter sexo quando nos apetece, antes do almoço, depois do jantar, a ir para a cama, quando se está na cama, depois de se sair da cama, enquanto lemos um livro, enfim temos sexo quando temos vontade. [PAUSA]




Na verdade, minto.

Temos sexo quando nos deixam. Falo obviamente do outro sexo. Ou o mesmo sexo até (é para não dizerem que sou homofóbico (gays, adoro-vos (eu até tenho um amigo que é gay! (mas nunca tive nada com ele (por mim até podem ter sexo com animais se quiserem seus malucos e malucas!). Bom, mas não é só esta liberdade sexual que nos distingue dos animais. É DEUS! Nós temos DEUS! e os animais não. Quando morrermos, e se nos portarmos bem, vamos para o céu ter com DEUS!. DEUS!! Os animais não. Quando morrem vão para debaixo da terra apodrecer para que os bichinhos tenham um banquete. Eles não têm DEUS! ah. ah. ah. Toma, toma. Mas também não têm problemas em ter sexo na rua com gente a ver, enrolarem-se com vários parceiros, orgias até!, e isso são tudo cenas muito fixes. E também não vivem em medo constante de se esquecerem de cumprir as regras do grande livro. Que grande livro é este de que falo? É o livro de DEUS!, pois claro. DEUS! É o Código da Estrada versão DEUS!. Este livro de DEUS! é um manual dos maus costumes, diz o prémio nobél (atenção, lê-se nobél), mas que sabe ele? Tem a mania que sabe escrever. Então ele sabe escrever e vai cascar no único alvo mais fácil que os Pink Floyd? Que fraude. Aposto que nunca viu um filme porno na vida. Ou mesmo uma mulher nua. Será que conhece a palavra pintelho? Não deve. Por isso é que gosta de escrever e imaginar histórias (ainda por cima, riso contido, atira palavras feias à igreja. Vai mas é fazer graffitis de pilas e mensagens obscuras nas capelas, ó satânico sem tomates! O meu pintelho, sim leste bem, o meu pintelho encravado é mais rebelde que tu!). Bom, mas faz mal em ser assim. E isso leva-me a adorá-lo e a fazer um post de como adoro o Saramago!

Não sem antes de vos brindar com a palavra de DEUS! (vai mudar as vossas vidas, até porque o gajo tem um penteado invejável)

domingo, 6 de dezembro de 2009

condição humana

o que nos distingue dos animais??

sinceramente andei a pensar um bocado sobre o assunto e não cheguei a conclusão nenhuma além desta aparentemente necessidade de nos acharmos superiores.
a ultima teoria era sobre a imaginação. sobre o pensamento abstrato mas como não consigo ir passar umas ferias para a cabeça de nenhum animal para ver o que lá se passa estava com alguma relutância em seguir esse caminho. até que hoje tive uma ligeira epifania assim como quem manda um peidinho sem ninguém notar. os animais, alguns pelo menos, sonham. se sonham imaginam coisas que não existem, coisas abstratas . talvez um gato não se vá por a deduzir a formula da interferência entre ondas porque tem mais que fazer, tipo afiar as unhas, mas sonha, provavelmente com um suprimento infindável de ratos ou com uma praia qq no hawai, nunca saberei, mas que tem pensamentos abstratos tem.

e aí é que está, os animais não são menos que nós. nós é que pelas nossas inseguranças, tipo não ter garras nem pelo suficiente para nos aguentar-mos no inverno tivemos que querer ser mais do que um animal e começamos a querer algo que nos ajudasse nessas coisas ao inicio tão simples como aquecer os pés. a partir daí ele é telemoveis e consolas e viagens ao espaço e teorias da relatividade. e em que é que isto nos faz melhores enquanto especie?? em nada.

ponham um homem dentro duma jaula com um tigre, ambos com fome a ver quem é que sai de lá de dentro inteiro.

a conclusão é que o Homem não é superior a animal nenhum mas inferior em quase todos os aspectos e dessa fraqueza nasce a força do querer superar as próprias limitações. nasce a teimosia de não aceitar o que se é. um trágico melodrama que não há pachorra para analisar em pinceladas tão abrangentes que tiram todo o sentido ao que quer que seja. analises da treta pa mentes cheias de treta :P

p.s. video lamechas cumó caralho mas pronto